Baseado no best-seller de Lois Lowry ( The Giver 1993 ) chega aos cinemas o filme ( The Giver (
O doador de memórias ) 2014 ).
Este é um daqueles filmes que saímos do cinema arrotando filosofia de botequim,
não que seja ruim, muito pelo contrário. É ótimo ! O filme se aventura no
conceito de sociedade perfeita.
Quando eliminamos o sentimento humano somos
capazes de julgar melhor nossa conduta ética e moral, adormecer os sentidos é
adormecer o olhar critico. Isso ocorre com Juízes, que devem adormecer seus
preconceitos para julgar melhor. Ou o filme Robocop, que uma máquina age mais
rápido porque não julga. Ou a frase célebre do próprio filme que diz “ Quando
as pessoas tem liberdade de escolha , elas escolhem errado “.
O que é certo ou errado ? No cinema aprendemos que se o erro for cometido
consecutivamente é classificado como linguagem. Então o erro é uma mera
percepção ? Ou será que precisamos transbordar de sentimentos para contestar nossos
valores consecutivamente, como demonstra o filme Eu Robô, A. I. Inteligência
Artificial ou a profissão do ator, que diferente do Juiz utiliza do sentimento
humano para expressar suas ideologias.
Será que a sociedade abriria mão de ser humana para viver em
harmonia ? Qual o preço que pagaríamos por isso ?
A fotografia do filme e o processo de colorimetria é
perfeito, está ai um filme que na minha opinião é melhor que Lucy para assistir.

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